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MENTI PRÁ MIM

MENTI PRÁ MIM

Eu via teu caminho e me desviava da luz

Eu lia tua palavra, mas não queria entender

Eu sentia tua presença e me escondia

Fechava os olhos.

Mas o que eu não sabia veio à tona

Havia em mim um lugar

Que era o meu santo esconderijo

Ira, inveja, ódio e mágoa

Era lá que eu escondia

Mas o que eu não sabia veio à tona

O Senhor sondou o meu coração

E lá também Ele escondeu a marca da promessa

E neste dia começou a mudança

Saíram o ódio e a ira e entrou o amor

Saíram a inveja e a mágoa e entrou o amor

E o que era o meu santo esconderijo

Foi invadido pelo amor do Senhor

Por minha vida…

E rendi graças porque renasci.

20.01.2010

SONETO DA PARTIDA

SONETO DA PARTIDA

Vivo de querendo, amando embora ausente

Espero por ti a vida toda, mas ora

Não tenho forças para agüentar tua demora

E me perco em prantos novamente

Irei em vão dizer-te agora

O que sinto em meu presente

Já que meu futuro é tão descrente

Vou correr pelo mundo afora.

Seguirei em minha andança

Espero não deixar saudade

Tal qual meu tempo de criança

Que no presente minh´alma invada

Enchendo meu coração de lembrança

Recordando-me da tenra idade.

MEMÓRIAS

MEMÓRIAS

Minha pena vai deslizando suavemente sobre este espaço.  Aos poucos vão se preenchendo estas pautas desalinhadas que servem para encerrar minhas memórias.  Paro e penso.   Olho e escuto.  Tudo é silencio, a noite é calma, o luar me fere com seus incessantes raios de luz, e, sozinho, fico triste.  Sem que eu perceba a poesia se apodera de mim e me faz pensar só em amor, e estes meus pensamentos de poesia me levam até você, e eu que estava só e triste, me apego aos pensamentos seus e continuo a escrever, até que chega a madrugada e depois de muito refletir, minhas memórias adormecem e eu passo a sonhar com você…

VEJO

Vejo tantas coisas

Mas tantas coisas não me vêem

Vejo o início da vida

O que os outros não crêem

Vejo a pureza do amor

Um semblante no infinito

Vejo o medo das estrelas

A imensidão de um grito

Vejo o fim do luar

A cor de uma ternura

Vejo a vida do amor

A ilusão de uma jura

Vejo certo meu destino

O caminho de minha vida

Vejo o fim de uma estrada

A coisa nossa perdida

Não, não é como pensei

Viver infeliz e sofrendo

Como um belo entardecer morrendo

Não é como pensei…

Ser um preso dependente

Odiado por toda gente

Não é como pensei.

Ser inútil e resguardar

Aos outros não ajudar

Não é como pensei

Pensei tudo diferente

E fiquei com alegria

Pensei até em harmonia

Pensei tudo diferente.

O FIM

O FIM

Meus traços amados com medo do mundo silenciaram.

Minha voz que gritava teu nome calou para sempre.

Meu olhar cessou de fitar os teus lindos olhos.

Minha boca não mais falou de amor a você.

Meus braços não mais se abriram para abraçar-te

Meu amor por você…

Acabou.

TUA VALSA

TUA VALSA

Agora, minha poesia já esquecida

Nos braços da tristeza começo a ver,

Que preciso dançar tua valsa

Para de ti nunca mais esquecer.

No tempo em que chegaste a mim

Educando a minha pena tão sutil

Foi daí que desde cedo aprendi,

Que tua valsa tem um ritmo infantil.

No seio das nuvens aprendi a amar

Minha poesia, destes-me a inspiração

Por isso na tristeza não vou mais crer

Seguir-te-ei de perto, com emoção.

Dormirei um sono profundo

Nos teus braços, minha poesia,

Enquanto a mim tu embalas

Nesta noite tão linda de harmonia.

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